Empresas registram individualmente mais patentes que o Brasil

09/02/2010 por Dejaldir

Em 2009, em plena recessão, a Toyota sozinha registrou no mercado internacional mais de mil patentes. No mesmo ano, todas as empresas brasileiras reunidas não conseguiram registrar pelo sistema internacional nem metade desse volume.

Multinacionais como Sharp, LG, Dupont, Motorola ou Microsoft também registraram mais patentes que todo o setor privado e institutos de pesquisa do Brasil, o que mostra a distância entre o país e os principais centros de inovação. Só a Panasonic registrou um número de patentes cinco vezes maior que todo o Brasil.

Entre 2005 e 2009, o Brasil praticamente dobrou o número de patentes de empresas nacionais registradas no mundo. Mas a constatação é que ainda representa apenas uma fração das inovações registradas pelo setor privado e entidades de pesquisa no planeta. Em 2009, o Brasil era responsável por apenas 0,3% das patentes internacionais registradas.

Dados divulgados nesta terça-feira (9/2) pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) apontam que o volume de patentes registradas no mundo em 2009 sofreu a primeira queda em 30 anos diante da recessão. Mas os países emergentes continuaram a aumentar o número de registros.

O registro de patentes é considerado como um índice do desenvolvimento tecnológico e de pesquisa dos países. O Brasil, entre 2005 e 2009, subiu da 27ª posição no ranking de países que mais registram patentes para a 24ª posição em 2009. Há cinco anos, o Brasil havia registrado 270 patentes. Em 2009, esse número chegou a 480, superando Irlanda, África do Sul e Nova Zelândia.

Apesar do avanço, o Brasil ainda está distante de outras economias. Só a China registrou em 2009 mais de 7,9 mil patentes e já superou França e Reino Unido em inovação. Hoje, a China é a quinta economia mais inovadora do mundo. Entre 2008 e 2009, os chineses aumentaram os registros em 29,7% e uma de suas empresas, a Huawei Technologies, é a segunda maior responsável por patentes no planeta.

Sozinha, a empresa tem mais de 1,8 mil patentes registradas apenas em 2009. Ela só é superada pela Panasonic, do Japão. A maior responsável por patentes no Brasil em 2009 foi a Whirlpool, com 31 pedidos de patentes e a 565ª maior do mundo. A Universidade Federal de Minas Gerais é a 858ª maior responsável por patentes no mundo em 2009, com 20 pedidos.

Elas são as duas únicas representantes brasileiras entre as mil empresas e instituições que mais registram patentes. No ranking geral, o país emergente melhor colocado é a Coreia do Sul, em quarto lugar e com 8 mil patentes em 2009. A liderança ainda é dos Estados Unidos, que registrou no ano passado 45,7 mil patentes, quase 30% de todas as patentes existentes no mundo em 2009.

Mas o número de invenções nos Estados Unidos vem caindo. Entre 2008 e 2009, a queda foi de 11,4%. Em segundo lugar vem o Japão, seguido pela Alemanha. Todos os países ricos sofreram uma queda nos registros no ano passado.

Para Francis Gurry, diretor geral da OMPI, a redução de 4,5% em médio no mundo ocorre diante de dificuldades que empresas possam ter em obter financiamento e o corte de orçamentos no setor de pesquisa. Em 2008, foram 164 mil patentes registradas pelo sistema internacional. Em 2009, esse número caiu para 155,9 mil.

Fonte: Jornal da Ciência.

A coisa está feia!!! :(

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Formato musical busca suceder MP3 com dados atualizáveis

07/02/2010 por Dejaldir

A indústria da música tem sofrido com pirataria na última década e busca desenvolver novas ofertas para atrair os consumidores a comprar canções por sites legítimos, ao invés de obtê-las por vias ilegais.

A nova proposta é chamada MusicDNA e tem o apoio do inventor do formato de arquivo MP3, além de um ex-executivo-chefe da Sony Music. Ela permitiria que fãs fizessem download de um arquivo MP3 em seu computador, e além disso obtivessem conteúdo adicional com ele.

Selos musicais, bandas ou lojas poderiam então enviar atualizações para o arquivo de música sempre que tivessem algo novo para anunciar. Exemplos seriam informações sobre futuras turnês, novas entrevistas, ou atualizações de páginas em redes sociais.

O usuário receberia pouca ou muita informação, de acordo com seu desejo, toda vez que estivesse on-line. No entanto, se alguém fizesse download ilegal do arquivo, receberia apenas um arquivo estático, sem possibilidades de receber atualizações.

A Bach Technology, o grupo por trás do arquivo MusicDNA, diz que busca parcerias entre lojas, selos musicais, proprietárias de direitos autorais e empresas de tecnologia. Afirma estar feliz por fornecer sua nova tecnologia para outros que queiram utilizá-la sob as respectivas marcas. A empresa desenvolvedora é sediada na Noruega, Alemanha e China.

Os arquivos podem tocar em qualquer tocador de MP3, incluindo o iPod, da Apple. Eles também podem ser adaptados segundo os interesses do usuários, integrando-se a redes sociais, por exemplo.

O executivo-chefe da Bach, Stefan Kohlmeyer, diz que o serviço iria fazer os fãs voltarem ao tempo em que desfrutavam também olhar as letras e as ilustrações relacionadas a um álbum, além de simplesmente ouvir a música em si.

“O que estamos trazendo de volta ao usuário final é a experiência emocional musical completa da música”, disse ele. “Acreditamos que isso foi perdido na transição para a era digital.”

Uma versão para testes deve ficar pronta nos próximos meses, e uma completa é esperada para o meio do ano. Outra específica para celulares também é esperada.

Fonte: UOL.

E depois que quebrarem a proteção desta tecnologia?

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Mina de urânio em Caetité/BA é segura, diz ONU

06/02/2010 por Dejaldir

A missão da AIEA concluiu que as atividades da mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA) atendem a todos os requisitos de segurança e que não provocam nenhum impacto significativo ao meio-ambiente da região.

Segundo os especialistas, a unidade de produção é bem projetada, bem mantida, segura e eficiente. A apresentação da conclusão prévia foi realizada nesta quinta-feira, dia 4, no Rio de Janeiro. “A INB pode se orgulhar da operação que realiza, em Caetité”, afirmou o chefe da missão, Peter Waggitt, da Austrália, que é especialista em gerenciamento de resíduos.

O grupo é formado ainda por Chuck Edwards (Canadá), especialista em processamento de urânio; Nadia Rapantova (República Tcheca), especialista em hidrogeologia; Sylvain Bernhard (França), especialista em radioproteção e Keith Baldry (Austrália) especialista em meio ambiente.

Segundo Peter Waggit, a gestão de resíduos radioativos é muito bem conduzida e existe, na empresa, um espírito de cooperação e uma cultura de segurança que são muito importantes para a eficiência operacional da usina. “A unidade de mineração, além de ser um lugar bonito para ser visitado é também um local limpo, bem cuidado”, disse. De acordo com ele, a INB tem uma boa prática no tratamento de rejeitos e elogiou a utilização de sementes de plantas nativas na revegetação imediata do solo minerado.

A INB atende a todas as exigências regulamentais, não há nenhum impacto no ambiente próximo do local, afirmou Keith Baldry, ressaltando que é importante para a atividade nuclear brasileira, ser criado um regulador autônomo, que deixe mais clara a independência da INB nos seus processos.

E mais: que haja um alinhamento das regulamentações: “Hoje a empresa tem que atender a duas regulamentações diferentes, a do Ibama e a da Cnen, e isso só dificulta o trabalho”, explica.

Nádia Rapantova disse que a INB realiza bem a operação de minimizar os efeitos da mineração, que ficam restritos à área da unidade de produção. “Qualquer mineração causa algum impacto. No entanto, eles devem ser minimizados e mantidos dentro da área. E isso a INB faz bem”. A recomendação dada por ela é que sejam monitorados os futuros riscos de impactos.

De acordo com os especialistas, um dos maiores desafios para a INB, no futuro, será o bom desenvolvimento da lavra subterrânea, a primeira desse tipo no Brasil. Para isso, recomendaram intensificar as atividades de planejamento e de monitoramento, já que as condições da mineração no subsolo estão sujeitas a muitas mudanças.

O presidente da INB, Alfredo Tranjan, definiu a relevância da avaliação feita pela AIEA. “Essa missão acontece num momento importante, porque houve a retomada do Programa Nuclear Brasileiro. Isso recrudesceu o movimento anti-nuclear, daí a necessidade que temos de fazer investimentos cada vez maiores para esclarecer o público sobre as nossas atividades.”

“Os elogios não podem nos deixar numa zona de conforto. Por isso, sempre buscamos ouvir opiniões de especialistas. Estamos sempre buscando melhorar”, concluiu Hilton Mantovani, gerente de produção da unidade da INB em Caetité.

No final, Peter Waggitt destacou que a missão foi solicitada em março de 2009 e durante esse período estiveram coletando dados e informações para realizar a visita feita. Eles permaneceram dez dias visitando a mina de Caetité. A conclusão detalhada será entregue daqui a dez meses.

Fonte: Jornal da Ciência.

Se é realmente seguro, vamos em frete!!! :)

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Primeira fábrica de chip do Brasil começa a operar

05/02/2010 por Dejaldir

O setor de microeletrônica brasileiro completará um ciclo de produção de circuitos integrados (CIs). Com a inauguração do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica (Ceitec S.A) nesta sexta-feira, 05/02, em Porto Alegre (RS), o Brasil será capaz de desenhar seus projetos em CIs e finalizá-los por meio do processo denominado de encapsulamento.

Além de investir em instalações para a produção de circuitos integrados, o governo tem financiado também a formação de projetistas de CIs. O preparo desses profissionais é parte do Programa CI Brasil do MCT, que visa treinar pessoal especializado e competitivo, para atuar nas Design Houses (DH) existentes e nas que se estabelecerem no Brasil.

No País, existem hoje dois centros de treinamentos na área de microeletrônica. Um na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e outro em Campinas (SP), no Centro Nacional de Tecnologia (CNT) – ex-Centro de Pesquisa Renato Archer (CenPRA).

Essas ações estão inseridas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PAC,T&I 2007-2010). Os investimentos públicos no setor devem chegar a R$ 500 milhões. O financiamento destas ações visa ao fomento tecnológico das indústrias de eletrônica e de semicondutores, do setor softwares e serviços, bem como, o de telecomunicações.

O programa CI Brasil opera em cooperação com a empresa Cadence Design Systems Inc. A meta é capacitar até 2011 cerca de 1,5 mil projetistas, visando atender a demanda atual e futura das empresas nacionais, incluindo as DHs em processo de formação, e multinacionais operando no País, ou que aqui se instalarem. Além da formatação de mão de obra, a proposta objetiva a criação de mais dois centros de formação, um na região Sudeste e outro na Nordeste.

De acordo com o diretor do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e coordenador do Programa CI Brasil, Jacobus Willibrordus Swart, a formação de projetistas tem o caráter de suprir as necessidades do Ceitec e também das demais empresas instaladas no País, que trabalham com o desenvolvimento de circuitos.

“É de extrema importância o investimento do governo federal por meio do MCT no fomento ao mercado de circuitos integrados. Só assim conseguiremos trabalhar em uma tecnologia que não é de ponta, mas que é de suma importância”, destaca.

Jacobus disse que até agora já foram formados cerca de 340 projetistas. “Com os investimentos do governo, que chegam a R$ 10 milhões anuais, devemos formar em torno de 200 profissionais todo ano”, comenta. O coordenador do programa salienta ainda a necessidade de o País incentivar seus jovens a ingressar na área da engenharia elétrica.

“Precisamos trabalhar para estimular nossos jovens a que busquem essa carreira. O Brasil precisa formar mais engenheiros. Se comparado com outros países do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China -, por exemplo, a Rússia forma anualmente 120 mil engenheiros; a China, 300 mil; a Índia, 200 mil e o Brasil, apenas 30 mil por ano”, informa.

O profissional formado pelo programa é reconhecido como projetista de CIs de nível internacional, sendo certificado pela empresa Cadence Design Systems, apontada como um dos maiores fornecedores mundiais de ferramentas EDA (Electronic Design Automation) e de soluções em microeletrônica.

Fonte: Convergência Digital.

Precisamos formar + engenheiros!!!! :|

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Governo apresenta as novas cédulas do Real

04/02/2010 por Dejaldir

As cédulas de Real que circulam no País ganharão uma roupagem totalmente diferente até o ano de 2012. Nesta quarta-feira, 3, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentaram a nova família das cédulas nacionais, que ganham tamanhos diferenciados e novos desenhos para facilitar o uso pelos deficientes visuais e dificultar a falsificação.

Ainda no primeiro semestre de 2010, as novas versões das notas de R$ 50 e R$ 100 já começarão a circular. As demais serão colocadas em circulação pelo Banco Central de forma gradativa, até que todas as atuais cédulas sejam substituídas pelas novas. A previsão é de que isso aconteça em 2012.

As cores e animais que decoram cada uma das cédulas brasileiras não terão alteração. A principal diferença, porém, está no tamanho das notas, cuja dimensão irá variar de acordo com o valor. Dessa forma, a nota de R$ 2 será a menor entre as demais cédulas, que aumentarão progressivamente, deixando a de R$ 100 com a maior dimensão.

Outras mudanças são uma barra lateral, que trará o valor da nota e alguns grafismos ao fundo, que remeterão ao hábitat de cada animal desenhado nas cédulas (como o mar, para as cédulas de R$ 2 e R$ 100, que são ilustradas com a tartaruga-marinha e a garopa, respectivamente).

Essa é a primeira alteração de design pela qual a moeda brasileira passa desde a implantação do Plano Real, em julho de 1994. As novas cédulas contarão com recursos gráficos e marcas em alto relevo, para facilitar a identificação e, ao mesmo tempo, criar dificuldades para a reprodução falsificada.

A reformulação do desenho das notas vem sendo estudada em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil (CMB) desde o ano de 2003. Para divulgar a nova família de cédulas do Real, o governo deverá lançar uma campanha publicitária com o tema “O Real Ficou ainda Mais Forte”.

Fonte: Meio e Mensagem Online.

A quantidade de notas falsas em circulação é absurda, principalmente a de R$ 50! A mudança vai ajudar inicialmente!!! :)

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Olho brasileiro no espaço

03/02/2010 por Dejaldir

Foi-se o tempo em que o Brasil assistia de longe às grandes descobertas do mundo espacial. A participação do país em empreendimentos do setor é cada vez maior. Exemplo disso é o CoRoT, satélite desenvolvido por meio de um convênio entre Brasil, França e seis países europeus. O equipamento acumula tantas descobertas que a duração de sua missão foi ampliada em três anos. Assim, ele deve permanecer no espaço pelo menos até 2012.

O CoRoT – sigla para Convection rotation and planetary transitssatelite – tem dois objetivos principais: descobrir exoplanetas (planetas localizados fora do Sistema Solar) e estudar as vibrações das estrelas, conhecidas como estelemotos (equivalente espacial aos terremotos). Os dados enviados para a Terra são analisados por cientistas do Brasil e da França, além de outros seis países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Holanda e Itália).

“A grande vantagem de nossa participação no projeto é que todo nosso investimento está sendo revertido em desenvolvimento. Estão direcionados para nossos pesquisadores, nossas bases. Contribuímos com 2% do orçamento e temos acesso a 100% da pesquisa”, explica o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela.

De acordo com o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Janot, também presidente do Comitê CoRoT-Brasil, o satélite abre um novo caminho para a pesquisa espacial brasileira. “Essa é a primeira vez que nós temos direitos totais às pesquisas de um satélite. Até hoje, nós apenas podíamos usar, quase que emprestados, os satélites de outros países”, comemora.

Parece que o país começou com o pé direito. O CoRoT já está fazendo história, ao ser responsável pela descoberta, feita em fevereiro de 2009, do primeiro exoplaneta semelhante à Terra.

Batizado pelos cientistas de CoRoT-7B, ele orbita uma estrela denominada CoRoT-7, um pouco menor, mais fria e mais jovem do que o Sol. Localizada na constelação de Unicórnio, a estrela está a cerca de 500 anos-luz da Terra. “Foi a primeira vez que um planeta com essas características foi localizado. Foi esta descoberta que comprovou que podem sim existir outros corpos semelhantes à Terra”, explica Janot.

O interesse dos pesquisadores em encontrar planetas semelhantes ao nosso se deve à possibilidade de identificar vida extraterrestre. “Para que a vida se desenvolva é preciso que haja condições como temperatura e composição rochosa parecidas com as da Terra. E o primeiro que poderia preencher estes requisitos é o CoRoT-7B”, conta o professor da USP.

No entanto, pesquisas já mostraram que não foi desta vez que provamos que não estamos sós no universo. O planeta completa uma translação em torno de sua estrela em pouco mais de 20 horas, estando 23 vezes mais próximo dela do que Mercúrio está do Sol. “Portanto, ele é muito quente para abrigar qualquer tipo de vida, mesmo das formas mais primitivas. Mas como descobrimos esse, podemos achar outros ainda mais promissores”, completa.

Os programas que comandam e garantem o funcionamento do CoRoT foram totalmente desenvolvidos por engenheiros brasileiros. “Quando entramos no projeto, enviamos seis engenheiros para Toulouse, na França, onde o projeto é baseado, e eles desenvolveram toda a parte de software do satélite”, explica Eduardo Janot.

Outra contribuição fundamental para o sucesso das pesquisas vem da base aeroespacial de Alcântara, no Maranhão. É para lá que são direcionados os dados colhidos quando o satélite está orbitando o Hemisfério Sul. “São apenas três centos de recepção de dados: dois no Hemisfério Norte, localizados na França e no Ártico, e o do Brasil”, conta Janot.

Além de identificar novos planetas, o CoRoT ajuda em estudos sobre os chamados estelemotos, que são espécies de terremotos que ocorrem dentro de estrelas. O fenômeno pode ajudar a compreender o comportamento e a estrutura das estrelas. “Nós estudamos estrelas mais velhas na tentativa de prever como será o comportamento do Sol, que é a principal fonte da vida na Terra”, diz Janot. “Uma pequena alteração em sua densidade seria fatal para nós. Daí a importância de conhecer tão bem as estrelas.”

Depois de três anos em órbita, o satélite seria desativado no fim do ano passado. Entretanto, a missão do CoRoT foi tão bem-sucedida que os pesquisadores do consórcio de sete países que o controlam decidiram prorrogar sua missão por mais três anos.

“É um custo muito alto manter equipes em várias partes do mundo monitorando e recebendo os dados de um satélite, mas as descobertas foram tantas que as agências espaciais optaram por não interromper o experimento agora”, explica o cientista paulista.

Com sua data de aposentadoria marcada para 2012, o CoRoT já tem um sucessor em desenvolvimento. Quando parar de funcionar, será substituído pelo Planto, uma versão muito maior e mais moderna. A participação brasileira já está garantida nessa segunda etapa. “No setor espacial, a cooperação internacional é muito importante, e nós estamos cada vez mais ampliando nossa participação”, comenta o diretor da Agência Espacial Brasileira, Thyrso Villela.

Fonte: Jornal da Ciência.

A quantidade de notícias sobre o assunto (c/ refs. ao Brasil) realmente impressionam!!!

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Obras do Parque Tecnológico (TecnoBahia) seguem em ritmo avançado

03/02/2010 por Dejaldir

As obras do Parque Tecnológico de Salvador continuam em ritmo avançado. Além da infraestrutura, com grande parte do piso intertravado instalado (que vai evitar inundação na área em caso de chuva) e tubulações colocadas, o primeiro prédio do complexo está na fase da fundação. Quem passa pela entrada do empreendimento, na Avenida Paralela, percebe a movimentação de caminhões, trabalhadores e tratores, mas não imagina o estágio que as obras alcançaram na parte interna, a cerca de 700 m da pista de acesso.

A estrutura viária está praticamente finalizada em diversos pontos e até a grama já foi aplicada em algumas das rotatórias e canteiros. As ciclovias e calçadas começam a receber o piso, que é em cor diferente da pista para carros. O meio-fio já foi colocado na maior parte da extensão do empreendimento.

TecnoCentro – O grande destaque fica para a construção do TecnoCentro. O primeiro edifício do Parque Tecnológico vai abrigar as principais instituições de suporte de ciência e tecnologia. Será um ambiente de articulação entre a academia e as empresas, que também vai disponibilizar uma série de serviços para as empresas que estarão instaladas no parque. Para isso, contará com um escritório de projetos, observatórios voltados para as áreas prioritárias, Núcleos de Inovação Tecnológica (chamados de “Nits”), incubadoras, auditórios, salas de videoconferência e salas de projeções 3D.

Entre dezembro e janeiro, os trabalhos avançaram muito. A contenção das encostas está praticamente pronta e a parte do TecnoCentro de onde hoje se vê a fundação vai abrigar os andares de garagem do edifício – que serão construídas em nível subterrâneo.

No TecnoCentro, que é a área totalmente gerida pelo poder público, há uma série de medidas para garantir o bom uso de materiais e energia. O projeto arquitetônico considera desde posição de ventos, sol e sombra (para conforto térmico) até reuso de água. Os sanitários são a vácuo. A água de pias e chuveiros será tratada e marcada com uma cor diferente para aplicação em jardinagem, por exemplo. É a chamada água cinza.

O prédio também conta com sistema de captação de água de chuvas. A iluminação zenital (natural) vai gerar economia de energia. Corredores e áreas comuns valorizam a iluminação que vem do sol, mas há lâmpadas de apoio para o caso de necessidade (fim da tarde, noite, dias nublados). O sistema de automação, com sensores, também evita desperdício com lâmpadas.

Pesquisa – O Parque Tecnológico foi concebido para atrelar o desenvolvimento científico e tecnológico ao setor produtivo e se constituir no principal instrumento de atração de pesquisa de ponta, abrigando um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológica. Será também um centro de convergência do sistema estadual de inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial.

O empreendimento é concebido em três eixos centrais: o da inovação (como instrumento de atração de empresas), da tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas) e da ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica). As áreas prioritárias serão biotecnologia e saúde, energia e ambiente, tecnologia da informação e da comunicação, além de cultura e turismo.

Fonte: Fapesb.

Está chegando hora!!! :)

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Vacina contra H1N1 terá teste em Brasileiros

03/02/2010 por Dejaldir

O Instituto Butantan começará, depois de três meses de trabalho, a testar em humanos a vacina contra a gripe A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína.

O instituto está buscando 400 voluntários, que devem ser pessoas saudáveis com idades entre 18 e 50 anos. Os voluntários serão recrutados por meio do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) e do centro de pesquisa do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

A partir de amostras do vírus importadas, os cientistas desenvolveram nove tipos de vacinas. Só depois dos testes em humanos é que será definida a vacina que o Butantan de fato produzirá.

Os ensaios clínicos deverão ser concluídos até março, para que a vacina possa ser produzida e usada antes do inverno. Em 2009, mais de 1.630 pessoas morreram por causa da gripe suína no Brasil.

Fonte: Jornal da Ciência.

É melhor vacina-se independentemente dos efeitos colaterais!!! :)

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A mensagem do filme Avatar

11/01/2010 por Dejaldir

O tão comentado filme de James Cameron, “Avatar“, explodiu nas telas terráqueas em dezembro. Parece que já arrecadou mais de US$ 1 bilhão, superando seus enormes custos (US$ 237 milhões na produção e mais US$ 150 milhões de marketing e promoção).

O que se poderia esperar do diretor de “Exterminador do Futuro”, “Alien” e “Titanic”? Com certeza, muita ação e efeitos especiais. E uma história que não inspira muito. Pelo menos, essa era a minha expectativa antes de assistir ao filme.

Sem dúvida, ação e efeitos especiais não faltaram. As técnicas de computação gráfica são revolucionárias e iniciam uma nova fase na história da cinematografia. Mas me enganei na história. Extremamente oportuna e necessária, a criação de Cameron faz, de forma muito bela e eficiente, o que milhares de cientistas vêm tentando há anos: mostrar às pessoas os riscos da exploração desordenada das fontes de riqueza de um planeta.

O que se passa em Pandora, um planeta distante (aparentemente uma lua de um planeta gasoso), é uma metáfora para o que acontece aqui na Terra. Alguns podem até afirmar que é óbvia demais, quase trivialmente revivendo os antigos filmes de faroeste.

A diferença é que, agora, os “mocinhos” são os malvados e os “índios” são os bonzinhos. Mas, às vezes, é necessário simplificar a mensagem para que seu conteúdo atinja o objetivo desejado. Kevin Costner fez o mesmo em “Dança com Lobos”.

O filme é um dos mais belos que já vi. As árvores majestosas e seus “espíritos”, uma representação da hipótese Gaia -segundo a qual a Terra como um todo é um ser vivo- são pura poesia visual. Um paraíso inspirado por visões de uma floresta tropical não tão diferente da nossa Amazônia.

O time corporativo, interessado em explorar a qualquer custo o minério que existe sob as vilas dos Na’Vis-os habitantes azuis de três metros de altura que vivem em completa união com a natureza -representa a cobiça das corporações multinacionais que invadem terras distantes para fazer o mesmo, pouco ligando para as tradições e costumes locais.

O filme me fez pensar nas indústrias farmacêuticas norte-americanas e europeias e seu interesse em extrair conhecimento e riqueza da medicina nativa e da biodiversidade da Amazônia e de outras florestas.

Seguindo a tradição das histórias de extraterrestres, o filme de Cameron usa sua existência como um espelho de nós mesmos, das nossas ações -ou, ao menos, das ações de potências expansionistas- contra os povos nativos. A mesma temática do encontro dos europeus com os nativos das Américas e da África.

A mensagem do filme é simples: se não controlarmos o ritmo em que estamos explorando as riquezas do nosso planeta, em breve não teremos mais o que explorar. Como o zinco, por exemplo, que deve se esgotar em torno de 2040. Outros metais têm o mesmo destino.

No filme, temos a opção de ir a outro planeta encontrar o que não temos aqui. O metal “unobtainium” (que significa “que não pode ser obtido”) é uma óbvia metáfora para qualquer preciosidade rara por aqui.

A realidade, infelizmente, é que não temos esse tempo todo. E nem a opção de irmos a um outro planeta. Temos que resolver nossos problemas por aqui mesmo. E o mais rápido possível.

No filme, a natureza, a força vital que move Pandora, junta-se aos nativos e ajuda a derrotar o exército corporativo. Na Terra, estamos sozinhos nessa guerra contra nós mesmos. Como escrevi antes, somos nossos piores inimigos e nossa única esperança. A natureza não vai nos ajudar.

Fonte: Jornal da Ciência.

A coisa é complicada a muito tempo!!!

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Grupo financeiro planeja simulação de ciberataque

08/01/2010 por Dejaldir

Um grupo da indústria de serviços financeiros planeja simular uma série de ciberataques para testar como bancos, processadores de pagamentos e redes varejistas lidam com essas situações.

O Financial Services Information Sharing and Analysis Center (FS-ISAC), um grupo formado em resposta a um direcionamento de segurança presidencial nos Estados Unidos em 1998, convidou na terça-feira (05/01) instituições financeiras, varejistas, processadores de cartões e empresas de todos os tamanhos para participar de um exercício de ciberataque contra processos de pagamentos.

“FS-ISAC em conjunto com diversos parceiros da indústria está testando seus membros em reação às emergências, notificações e comunicação de procedimentos em resposta a diferentes tipos de ciberataques contra os processos de pagamentos”, afirmou o grupo em comunicado. “Esse exercício de três dias simulará diferentes cenários de ataque. O resultado final será confidencial.”

O exercício está programado para ocorrer entre os dias 9 e 11 de fevereiro. É esperado que os participantes ativem seus procedimentos de resposta a incidentes de acordo com o cenário apresentado. Será pedido também que eles respondam a um questionários para avaliar as reações de suas companhias.

“Quando ocorre um ataque, reações bem planejadas podem significar a diferença entre continuidade dos negócios e catástrofe corporativa”, avalia Bill Nelson, presidente e CEO da FS-ISAC, em comunicado. “Isso é verdade especialmente quando se fala de processos de pagamentos.”

A incidência desse tipo de ataque apresenta tendência de alta. O Internet Crime Complaint Center (IC3) afirmou em novembro passado que o FBI tem visto um substancial aumento nas fraudes bancárias online.

Na terça-feira (05/01), o Annual Malware Report de 2009, da Panda Labs, revelou que houve 25 milhões de novas variantes de malware criadas durante o ano, 166% superior às 15 milhões contabilizadas pela companhia nos anos anteriores.

Grande parte dos novos malwares detectados pela companhia (66%) eram Trojans de internet banking.

Fonte: IT Web.

A coisa está feia!!! :(

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